Ohse - Francisco Ohse Ohse,família OHSE, Genealogia, origem sobrenome ohse, Miraldo Ohse,ohsepoa,

Login

Codinome:


Senha:





Perdeu a senha?  |Cadastre-se!
link patrocinado
Principal  >  Genealogia  >  Memórias Familia Ohse  >  Francisco Ohse



O Tenente Francisco fazia parte do antigo exército de Schleswig-Holstein, do qual cerca de 1600 homens foram contratados pelo império brasileiro no reinado de sua majestade Dom Pedro II para servirem na guerra que o Brasil enfrentava contra os ditadores Rosas, da Argentina, e Uribe, do Uruguai, a chamada Guerra Cisplatina, no ano de 1850.



Tais soldados alemães, veteranos e experientes na arte de guerrear, percebendo que as promessas do império do Brasil não estavam sendo cumpridas no decorrer da guerra, e considerando as dificuldades por que passavam, começaram a reclamar.


Por isso, ficaram conhecidos como brummers, que na língua alemã significa resmungões ou resmungadores.


Francisco era natural de Hannover e veio ao Brasil com a promessa de receber terras ao final de quatro anos de serviço militar ou então, prêmios em dinheiro, caso quisesse retornar à Alemanha.


Ele prestou serviço militar na Guerra Cisplatina e segundo a tradição oral da família teria se alistado na Guerra do Paraguai, o que é pouco provável.


Nestas guerras teria participado de várias batalhas, sendo que numa delas foi ferido por uma lança, que lhe atingiu o maxilar inferior e arrancou vários dentes.


Do esforço que empreendeu durante essas guerras passou a sofrer de hérnia no estomago mas após o termino da Guerra da Cisplatina, como prêmio, foi contemplado com o título de terras de nº 23, no distrito de Linha Olinda, hoje pertencente ao município de Nova Petrópolis.


Já idoso foi morar em Montenegro onde veio a falecer no ano de 1901, com aproximadamente 75 anos de idade.


De outro lado, asseguram os mais antigos que Francisco teria chegado ao Brasil em um navio, juntamente com duzentos homens, entre oficiais e soldados, que encontravam-se presos na Alemanha.


Naquela época, a Alemanha ou um dos seus principados estava em Guerra contra a França e o Kaiser, pessoalmente, apresentou a proposta para estes homens virem para o Brasil, onde deveriam lutar contra os castelhanos e, após a guerra, apresentavam-se duas alternativas propostas pelo Imperador Dom Pedro II.


A primeira era uma indenização e voltar para a Alemanha; a segunda, receber terras (48 hectares) e estabelecerer-se como colono.


Os soldados alemães traziam na bagagem armas: duas pistolas de dois canos e uma arma, tipo espingarda de dois canos, ambas de carregar pelo ouvido.


Os adversários possuíam armas ultrapassadas que eram acionadas para detonar com pedras de fogo que acionadas por uma lima incendiava a pólvora que era depositada num recipiente tipo uma frigideira em miniatura que incendiava a pólvora e as armas detonavam.


Ocorre que os brasileiros descobriram esta técnica utilizada pelo inimigo e procuravam combates somente quando chovia, fato que lhes proporcionava grande vantagem.


Num dos combates nosso antepassado foi ferido tendo sido atingido por um lanceiro adversário que lhe acertou com a ponta da lança no maxilar inferior arrancando-lhe vários dentes, mas ele sobreviveu e continuou lutando até a guerra terminar.


Com relação às propostas do Imperador Dom Pedro, Franz optou pela segunda, tendo recebido 48 hectares de terra na Linha Olinda, interior de Nova Petrópolis.


Ocorre que Franz era soldado de carreira no exército Alemão tendo atingido a patente de Tenente e, por causa disto, não entendia de agricultura.


Nos primeiros anos dedicou-se a tirar madeira para vender, depois chegou a conclusão que naquela região ninguém queria comprar madeira, pois esse material existia em abundância.


Consta que desmotivado acabou abandonando as terras que ganhara e foi para Montenegro, onde veio a falecer, no distrito de Linha Vitória".


 


Nota:


 


Adari nasceu em 04/10/1954 na cidade de Almirante Tamandaré do Sul.


Atualmente reside na cidade de Carazinhoi, no norte do estado do Rio Grande do Sul, para onde se transferiu depois de concluir seus estudos.


Casou-se com Dalva Maria Paquetti em Carazinho no dia 23/12/1978 e possui duas filhas: Marcia e Cristiane Ecker.


Foi  membro da Comissão Organizadora do II Encontro da Família Ohse que ocorrerá em janeiro de 2006 na cidade de Carazinho.


Participou ativamente do I Encontro da Família, realizado em 2004.


Trabalhou como Diretor Executivo da Câmara Municipal de Sarandi.


Clique Aqui, se você desejar se comunicar com o autor deste texto.


 

Para imprimir
Indicar a um amigo
Votos:7 Média:10.00
Índice
Memórias Familia Ohse
Próximo
Christiano Ohse, por Dari Ohse


 
Aulas Grátis

Aulas de Inglês Grátis


Aulas de Italiano Grátis

Aulas de Francês Grátis

Aulas de Alemão Grátis

Aulas de Português Grátis

Aulas de Espanhol Grátis

Aulas de Latim Grátis
 

 







Visite o Canal Estudando Linguas e Temas Diversos (Powered Leco) e assista nossas videoaulas




Topo da Pagina